O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à idade média: con-siderações sobre as noções de Antiguidade Tardia e Primeira Idade Média

Paulo Duarte Silva

Resumo


Poucas obras tiveram tanta repercussão historiográfica quanto a de Edward Gibbon. Desde então, historiadores da Antiguidade e medievalistas discutem sobre o período que corresponde à desarticulação do Ocidente imperial e à expansão do cristianismo e do islamismo. Até meados do século XX, prevaleceu a perspectiva pessimista, identificada pelo epítome de “declínio” imperial. Em reação a tais premissas desponta o conceito de Antiguidade Tardia que, ao enfatizar a noção de “transição”, atenua o conteúdo catastrófico das análises e dispensa noções correlatas, como a das “trevas” medievais. Em resposta às limitações desta perspectiva, alguns autores aventam a noção de Primeira Idade Média. Nesse artigo, examinamos as potencialidades e limitações das duas abordagens correntes, indicando, assim, o uso da noção de Primeira Idade Média ao estudo do Ocidente, como preferencial.


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DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2013.v14.n1.06

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais