DANTE “BRUXO”: A DIVINA COMMEDIA DE PIVA-PASOLINI, O TERREIRO-COMMEDIA DE GLAUBER

Yuri Brunello

Resumo


Tanto o poeta Roberto Piva quanto o diretor Glauber Rocha definiram o autor da Divina Comédia como um “bruxo”. Tanto a interpretação de Rocha quanto a exegese de Piva parecem apresentar diferentes pontos de contato com as leituras de Dante propostas por Pasolini na revista Paragone Letteratura. No caso de Piva a impressão é correta, pois seja a antropologia seja a psicanálise são cruciais para a compreensão do texto de Dante. No entanto, no caso de Rocha, prevalecem as diferenças. A principal: em Pasolini, o arquétipo é concebido como um fenômeno ancestral e coletivo; para Rocha, o inconsciente coletivo é estilhaçado e historicamente determinado pela subordinação geográfica e política. Daí a definição de Rocha para a Comédia: “Carro-Chefe da Metáfora Italiana e Europeia”.


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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais