A DINASTIA DE AVIS E O SONHO IMPERIAL: REFLEXOS EM GIL VICENTE

Lenora Pinto Mendes

Resumo


Em Portugal, desde o início da
Dinastia de Avis (1385), percebem-se
duas linhas de força: de um lado, a
preocupação da população das principais
cidades do reino em manter Portugal
independente; de outro, a preocupação
dos reis em estabelecer vínculos, através
de casamentos, com outros reinos
europeus e com o Sacro Império Romano
Germânico visando a fortalecer e
legitimar o seu poder. No reinado de D.
Manuel (1496-1521), uma ambição
imperial ganhou força e, no final do
reinado, uma série de casamentos régios
foram articulados para que um herdeiro
português herdasse um império universal
que o rei ambicionava e antevia. Gil
Vicente, dramaturgo régio que atuou na
corte de Avis nos reinados de D. Manuel e
D. João III, deixa transparecer em vários
de seus autos essa ambição imperial do
rei, mas também o medo dos portugueses
em perder sua independência, o que
aconteceu após a morte de D. Sebastião,
último monarca de Avis.


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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais