GIOTTO DE BONDONE E O NEOMEDIEVALISMO: NOVOS OLHARES DO “NOVO MUNDO” PARA VELHAS TRADIÇÕES DO “VELHO MUNDO”

Mayara Fernanda Silva dos Santos

Resumo


O neomedievalismo como proposta de estudos no Brasil é recente, na verdade, podemos afirmar que está em construção a fim de consolidar-se como campo de pesquisa. Mesmo recente, já conta com importantes reflexões sobre o fazer histórico. O presente artigo é uma contribuição para o campo e um exemplo de suas diferentes possibilidades de análises. O neomedievalismo é base para pensar as temporalizações criadas em torno do pintor Giotto de Bondone, entendido não só pela História da Arte, mas também pela História, como marco inicial do Renascimento. Giotto é temporalizado como marco divisor entre o medievo e a modernidade, provocando um rompimento de coetaneidade do pintor. A visão de Giotto como um marco de origem do Renascimento, ultrapassa os limites europeus, o chamado “velho mundo”, navegando além-mar, ele chega às terras brasileiras, ou no dito “novo mundo” onde permanece ainda no século XXI. O neomedievalismo nos permite questionar tais naturalizações.


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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais