Portugal e Castela na reconquista cristã e na partilha do mundo: legitimidades, debates, cedências (1249-1494)

Margarida Garcez Ventura

Resumo


Este trabalho é uma reflexão sobre questões de poder político, militar, económico e mental sobre determinadas áreas. Os protagonistas trazidos são Castela e Portugal porque protagonizam durante muitos séculos e em vários cenários geográficos situações continuadas de competitividade territorial. Em1249, D. Afonso III de Portugal e os seus homens (re)conquistam o Algarve e integram-no em Portugal, mau grado as reivindicações de Fernando III, o Santo. Raras interrogações se colocaram sobre a licitude da guerra contra o infiel; o problema residia na definição dos parâmetros da anterioridade, entre os dois únicos blocos em cena: Leão e Castela, de um lado, e Portugal do outro. Em 1494 , ano da assinatura do Tratado de Tordesilhas, o cenário são os mares conhecidos e por conhecer, mas os actores continuam a ser os mesmos para objectivos semelhantes: conquista e posse legítima de territórios e de áreas de influência.

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DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2011.V12.N1.07

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais