L’UOMO SPIRITUALE E SANTO GIUDICA TUTTLE LE COSE E DA NESSUNO VIENE GIUDICATO: ASPECTOS SOBRE A JURISDIÇÃO PAPAL NO TRATADO DE ECCLESIASTICA POTESTATE E EGÍDIO ROMANO

Eliane Santana

Resumo


O presente artigo tem por objetivo analisar o tratado De ecclesiastica potestate do frade agostiniano Egídio Romano (1243-1316) e sua contribuição na defesa do campo jurisdicional de atuação do papa frente a teoria conciliarista, escrito em 1301-02, ápice do conflito entre o papa Bonifácio VIII e o rei Felipe IV da França. O tratado egidiano auxilia na formação da ideia de supremacia do poder espiritual, em especial do sumo pontífice, frente ao poder temporal, e a própria instituição eclesiástica, afirmando assim que o papa possuí a jurisdição em ambos os meios. Assim, além de combater o fortalecimento do regnum e o movimento de regionalização do clero, principalmente na França, o galicanismo, o tratado busca definir qual o papel do sumo pontífice no interior da Igreja, combatendo o movimento conciliarista que afirmava a superioridade do concílio de cardeais em relação ao papa.


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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais