Entre versos e rezas: a representação de Maria na literatura dramática portuguesa quinhentista

Verônica Cruz Cerqueira, Márcio Muniz

Resumo


A veneração dos santos teve início ainda na Igreja Antiga (fundada por Cristo e difundida pelos apóstolos Pedro e Paulo), contudo, foi no período medieval, devido à expansão do Cristianismo, que se intensificou o culto aos santos, quando surgiram métodos institucionais para a oficialização da santidade e a consolidação da literatura hagiográfica. Na diversidade de santos representados na dramaturgia quinhentista portuguesa, Maria é aquela que mais se destaca nas narrativas, visto que desempenha um dos papéis mais caros à Igreja Católica: Theotokos (Mãe de Deus). Buscar-se-á neste trabalho apresentar como Maria é representada no Auto da Alma (1508), no Auto da Fé (1510), no Breve Sumário da História de Deus (1527), no Auto da Mofina Mendes (1534), de Gil Vicente, e como seu culto torna-se a expressão e reafirmação dos dogmas católicos vigentes à época.

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais