As formas de teatralidade na sociedade de corte portuguesa – “Alexo” entre o teatro e a performance

Marcia Arruda Franco

Resumo


Este artigo problematiza as formas de teatralidade de corte, mostrando os seus variados níveis na sociedade monárquica, onde a etiqueta institui a política real pela encenação do poder monárquico, subordinando, como formas de divertimento e de educação, a performance e o teatro. Este cria o espaço ficcional dramático a partir da distância em relação ao tempo e ao lugar da plateia. Aquela cria o espaço ficcional por meio da interlocução com os ouvintes no aqui e agora da encenação. Por sua vez, a écloga renascentista apresenta teatralidade mista, com elementos das outras formas de teatralidade de corte. Como modalidade dramática entre o auto pastoril e a performance propõe-se análise de “Alexo”, Écloga 1, de Sá de Miranda, escrita em castelhano, sobre a aventura de introdução dos cantares de estranhas partes, contendo os primeiros decassílabos cantados em Portugal.

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais