Breve estudo da forma no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente

Geraldo Augusto Fernandes

Resumo


Ao criar suas peças teatrais, Gil Vicente traz ainda em seus registros textuais a forma estrutural da poética medieval. Como uma extensão do que se produziu nas composições publicadas no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, assim Gil Vicente reproduz em suas peças dramatúrgicas. À época do Cancioneiro Geral, muitos poemas refletem já certa teatralidade, como se pode observar nas poesias dramáticas ou diálogos dramáticos, principalmente na poesia de Anrique da Mota, texto “por vezes corretivo de práticas sociais, recuperando e reafirmando seu potencial doutrinal.” Apesar de inovar nas peças, inspirado pelas de seu contemporâneo espanhol, Juan de Encina, Vicente mantém as mesmas estruturas formais celebradas no compêndio de Garcia de Resende. Este breve estudo pretende analisar como se desenvolveu a estrutura formal no Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais