Passados 500 anos, o Auto da Barca do Inferno continua atual nas releituras de Sttau Monteiro e Jaime Gralheiro

Flavia Maria Corradin

Resumo


Passados quinhentos anos da primeira representação de Auto da Barca do Inferno (1517), o texto vicentino continua infinitamente atual, como deixam patentes as inúmeras manchetes que habitam diferentes mídias e têm por objeto o Brasil. Deixemos, por hora, isto de lado para examinar, fazendo uso de procedimentos intertextuais, como o auto ressoou no Portugal salazarista e imediatamente pós-salazarista por meio de dois textos dramáticos: Auto da Barca do Motor fora da Borda, de Sttau Monteiro (1966) ou Na barca com Mestre Gil, de Jaime Gralheiro, que conta com duas versões, a primeira, escrita em 1973, a segunda, datada de setembro/outubro de 1997. Trabalharemos neste artigo com esta segunda versão, uma vez que ela está inscrita num momento em que Portugal vê o salazarismo como fato histórico, já que dista da revolução dos cravos cerca de um quarto de século.

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais