O romance Eracle de Gautier D’arras à luz do imaginário das “Três Ordens”

Guilherme Queiroz de Souza

Resumo


O artigo analisa o romance Eracle de Gautier d’Arras à luz do imaginário das “Três Ordens”. Nessa obra de 6570 versos octossilábicos, cuja redação ocorreu entre 1159 e 1184, o autor francês descreve na primeira parte a trajetória de Eracle, um jovem que recebe de Deus “três dons”: o conhecimento das pedras, cavalos e mulheres. Nosso objetivo é ampliar uma hipótese de Friedrich Wolfzettel, segundo a qual os “três dons” do herói estariam relacionados à trifuncionalidade (as “Três Ordens”) – oratores, bellatores e laboratores. Esse antigo esquema trifuncional foi estudado nas sociedades indo-europeias por Georges Dumézil e observado no Ocidente medieval principalmente por Georges Duby em seu magistral livro Les trois ordres ou L'imaginaire du féodalisme (1978). Em outras palavras, associaremos um esquema de “longa duração” (tripartição indo-europeia) aos elementos de “curta duração” (religiosos, políticos, etc.) da Idade Média ocidental, especialmente aqueles do século XII de Gautier.


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DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2016.v17.n1.15

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais