MEMÓRIAS DA ESCANDINÁVIA NO PROCESSO DE CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DOS NORMANDOS NA ITÁLIA MERIDIONAL

Vinicius Cesar Dreger de Araujo

Resumo


O assim chamado Reino Normando da Sicília foi uma das entidades políticas mais interessantes da Idade Média Central em muitos aspectos, sendo que um dos mais fascinantes foi a sua complexa composição étnica e cultural, envolvendo nada menos do que Lombardos, Gregos, Árabes e Normandos, além de expressivo contingente judaico.

Simultaneamente ao estabelecimento desta nova unidade política (1016-1130) e tão fascinante quanto esta história, é o processo da construção da identidade desta população deslocada da Normandia para a Itália Meridional e o traslado das memórias setentrionais para o centro do Mediterrâneo.

Nosso texto dividir-se-á em duas questões: uma análise do quão escandinava era a Normandia entre os séculos X e XI e um estudo de que memórias ligadas ao Norte foram utilizadas para embasar a construção identitária ítalo-normanda nas três principais fontes do período: as crônicas de Amato de Montecassino, Geoffrey Malaterra e William da Apúlia, todas elaboradas durante a segunda metade do século XI.


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DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2015.v16.n3.03

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais