O VILANCETE NO CANCIONEIRO GERAL DE GARCIA DE RESENDE: TRADIÇÃO E INOVAÇÃO

Geraldo Augusto Fernandes

Resumo


No Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, a forma fixa “vilancete” aparece em 76 poemas. A característica formal do vilancete é conter dois ou três versos como mote, seguido de uma glosa de uma ou mais estrofes de sete versos. No entanto, em muitos vilancetes, alguns analisados neste estudo, nota-se que a procura central é a de inovação e de adequação dos novos temas a formas já consagradas. Para isso, os poetas palacianos desconstruíram a estrutura tradicional da glosa. Essa fuga dos conceitos tradicionais da estrutura do vilancete confirma outra característica do Cancioneiro: a irregularidade que, para muitos críticos, é sinal de inovação. Dessa forma este artigo analisa como os poetas palacianos dos Quatrocentos e Quinhentos fizeram uma releitura do vilancete, inovando-o e adaptando-o aos novos tempos. Para confirmar isso, pretende-se apresentar exemplos e análise de alguns vilancetes presentes na Compilação de Garcia de Resende.

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DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2014.v15.n1.03

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Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais