O heroísmo cavaleiresco dos séculos XV-XVII

Aurelio Vargas Díaz-Toledo

Resumo


Após conhecer o modo por que se realizou a configuração ficcional do heroísmo cavaleiresco durante a Idade Média (com base no Livro do cavaleiro Zifar e no Amadis de Gaula), ao longo da nossa intervenção procuramos analisar como as características tradicionais, arquetípicas e míticas, que se vinham concedendo ao herói dos livros de cavalarias, vão-se transformando à medida que acaba o século XV e avança o século XVI. E estas transformações têm a ver com uma perda da autenticidade que converte os protagonistas destas obras literárias em seres estereotipados, até abstratos, longe dos seus modelos medievais e mais próximos das personagens de caráter sentimental, cujas preocupações irão girando em torno dos amores, aos quais servem as virtudes próprias do herói mítico, isto é, a firmeza, a fortaleza, a grandeza de alma, a nobreza e o valor. Para isso, analisaremos alguns dos livros dos ciclos de cavalarias do Amadis de Gaula e do Palmeirim, sem esquecer livros de cavalarias portugueses como o Palmeirim de Inglaterra, de Francisco de Moraes, e suas continuações.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2014.v14.n2.11

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais