A formação da ficção cavaleiresca: do heroísmo épico ao cortesão (Séculos XII-XIV)

Javier Roberto González

Resumo


A ficção cavaleiresca medieval, identificada com a matéria artúrica, reconhece, ainda no seu processo de formação, outros componentes e antecedentes que é necessário assinalar e analisar com precisão, como a épica dos cantares de gesta, a historiografia latina e o romance, a hagiografia, entre outros. Se o século XIII vê nascer as primeiras traduções da matéria artúrica francesa na Península Ibérica, o século XIV produzirá as duas primeiras “novelas” vernáculas essencialmente cavaleirescas: o Libro del caballero Zifar e o Amadis de Gaula. Este estudo analisará a configuração ficcional do heroísmo cavaleiresco manifestada nestes romances artúricos e nas obras castelhanas fundamentais, à luz da teoria das três matrizes narrativas (cosmogônica, heroica, novelesca), em cujo marco o heroísmo épico dos cantares de gesta se define como acabadamente inscrito na matriz heroica, enquanto o heroísmo cavaleiresco-cortês apresenta uma natureza mista que o situa na transição da matriz heroica à novelesca.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2014.v14.n2.10

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Signum Revista da ABREM (ISSN 2177-7306) - Associação Brasileira de Estudos Medievais - Rua Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis (UFF/Instituto de História). Bairro: São Domingos. Niterói-RJ CEP: 24210-201