A coroa de Aragão: identidade e especificidade política e social

Flocel Sabaté

Resumo


No século XII, no leste da Península Ibérica Aragão e Catalunha reunem-se, sob o que foi à época apenas uma unidade dinástica. No século XIII, a expansão pelo espaço mediterrânico veio evidenciar a coincidência dos interesses entre os diversos estamentos e o monarca. Mas a ausência de capacidade jurisdicional e fiscal que definia o soberano, foi-se incrementando ao longo do século XIV, conduzindo a um modelo institucional onde a coroa se tornou dependente da ajuda oferecida pelos estamentos. Deste modo, o perfil pactista derivado deste processo configurou-se como um legado específico do período medieval da Coroa de Aragão sobre a moderna monarquia espanhola, unindo a fragmentação jurisdicional à representatividade assumida pelos estamentos, dominados pelas cidades. Na procura por modelos de coesão para a Espanha do século XIX, alguns progressistas invocaram o modelo participativo de Aragão, algo que, ainda assim, não impediu que a manutenção do foco na continuidade de Castela medieval na Espanha contemporânea tenha contribuído para o desconhecimento da história de Aragão.

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DOI: https://doi.org/10.21572/2177-7306.2014.v14.n2.04

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