SIGNUM - Revista da ABREM

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Em 2019, o periódico obteve da Capes o Qualis A3, na avaliação preliminar para o período de 2017-2020.


Imagem para capa da revista

Notícias

 

Chamada Publicação: Dossiê: Neomedievalismo em Países Sem Medievo: Idade Média na América

 

Signum, v. 22, n. 1.

Dossiê: Neomedievalismo em Países Sem Medievo: Idade Média na América

Profa. Dra. Nadia R. Altschul (Universidade de Glasgow, link para CV: https://www.gla.ac.uk/schools/mlc/staff/nadiaaltschul/);
Profa. Dra. Maria Eugênia Bertarelli (Unigranrio, link para CV: http://lattes.cnpq.br/0262395569611308);
Prof. Dr. Clínio de Oliveira Amaral (UFRRJ, link para CV http://lattes.cnpq.br/7352024230076191)

Prazo para submissão: 31 de maio de 2021

 

Propomos um dossiê sobre Neomedievalismo, um campo de estudos recente dentro da historiografia e que vem se desenvolvendo nos últimos anos não apenas em âmbito internacional, mas também com grande força na América Latina. Em sua forma mais reconhecida, o “medievalismo” é apresentado como a reapropriação de elementos considerados medievais em qualquer formato e época após o fim da Idade Média histórica, isto é, o período entre a “queda” de Roma e o Renascimento ou a “queda” de Bizâncio. Nesta primeira posição teórica da disciplina, os estudos do medievalismo pressupõem, por um lado, o fim da Idade Média e, por outro, uma reutilização consciente de que a Idade Média foi um período historicamente definido e finalizado, para que deste modo, fosse possível começar a pensar no medievalismo propriamente dito.

Essa separação a respeito de um tempo que se fechou e sua percepção como tendo ocorrido no passado não é especialmente problemática para os centros hegemônicos de conhecimento. Para os centros hegemônicos, sua “própria Idade Média” é uma época histórica que acabou e que está, em seu próprio imaginário, cuidadosamente colocada além da realidade cotidiana. Mas essa mesma posição teórica cria dificuldades nas áreas pós-coloniais ou no chamado mundo subdesenvolvido. As áreas pós-coloniais são consideradas como carentes de um “verdadeiro passado medieval” e, ao mesmo tempo, são, em sua maioria, vistas como sociedades atrasadas, sociedades anacrônicas nas quais continuam os modos de vida medievais que estão fora de sincronia com o presente.

Por intermédio dessa percepção do medievalismo, difundida nos meios intelectuais anglófonos desde a década de 70 com os trabalhos de Leslie Workman, propomos pensar o campo dentro da concepção do Neomedievalismo, conceito que nos parece mais adaptado à realidade latino-americana. Esse termo tem como vantagem evitar confusões, particularmente na língua portuguesa, ao se identificar o medievalismo aos estudos do período cronologicamente definido como Idade Média. Uma forma de esclarecer os limites e possibilidades das terminologias medievalismo e neomedievalismo é uma comparação com os termos muito mais familiares de classicismo e neoclassicismo. Como é bem conhecido na história literária e da arte, o classicismo foi uma tentativa estudada durante o chamado Renascimento de recuperar traços culturais que seus praticantes associaram ao passado greco-romano e consideraram esquecidos após a queda de Roma: foi um renascimento, um ressurgimento da antiguidade clássica. Esse significado é um bom paralelo com o chamado “Revival Medieval”, como o medievalismo foi conhecido pela primeira vez no mundo anglófono: um movimento de retorno aos valores, às estéticas e aos modos de vida do passado, associado à histórica Idade Média e que foram considerados perdidos na era industrial. Devemos já notar que em contraste com o revival ou “renascimento medieval” das Ilhas Britânicas, os primórdios do “medievalismo” na América Latina não apresentam um renascimento ou um desejo nostálgico de reviver o passado, mas uma rejeição dos elementos que foram associados ao medieval. Na Ibero-América, então, as primeiras mobilizações foram, desde os primórdios, formas do “neomedievalismo” em seu sentido de apropriação a-histórica: não ressurgimento de tempos acabados, mas mobilizações politicamente motivadas e com pouco ou nenhum interesse na autenticidade de um passado histórico.

O campo do Neomedievalismo, objeto principal desta proposta de dossiê sobre neomedievalismo iberoamericano, propõe estudar o medievo como ideia e as apropriações políticas, sociais e culturais desse medievo em períodos considerados posteriores à Idade Média.

 
Publicado: 2021-01-31 Mais...
 

Chamada Publicação: Chamada para submissão de dossiês temáticos

 

CHAMADA PÚBLICA PARA PROPOSTAS DE DOSSIÊS

 

Confira as regras de submissão em aqui:

 
Publicado: 2020-11-28 Mais...
 

Notícias da ABREM: Filie-se à ABREM

 

A ABREM tem uma importante função na consolidação do campo dos estudos medievais no Brasil. A expansão dos postos de trabalho na área nos últimos anos, além de multiplicar e descentralizar a produção, gerou desafios para os procedimentos de registro das atividades e, principalmente, de identificação do seu corpo de associadas (os). Sendo assim, a diretoria eleita no XIII EIEM, em Salvador/2019, decidiu manter a campanha de recadastramento fazendo dela um procedimento anual.

As (os) interessadas (os) em estabelecer e/ou restabelecer vínculos como membros da ABREM deverão preencher o arquivo em anexo a esta circular e enviá-lo ao email indicado. A partir da confirmação do recebimento do cadastro teremos condições de manter práticas condizentes com uma Associação como a ABREM em relação aos seus processos democráticos, como a convocação de eleições para o biênio 2021-2023 e publicar uma lista de sócias e sócios atualizada semestralmente. 
 
O prazo para o envio da ficha para publicação da lista referente ao primeiro semestre de 2020 é até o dia 31 de julho de 2020. Importante frisar que o (re)cadastramento é gratuito.
 
 
Publicado: 2020-06-15 Mais...
 
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v. 21, n. 2


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